sábado, 14 de maio de 2016

Colca Canyon - Peru

A van passou no hostel de madrugada, demorou algumas horas ate chegar no mirante da Cruz do Condor. O Vale do Canhão de Colca é o terceiro destino mais visitado do Peru. Havia muitos turistas por la. Para quem ainda não sabe, o Colca Canyon é um dos vales mais profundos do mundo (3270m), com paisagens naturais únicas, aves e rebanhos de Vicuñas. Um lugar onde é possível ver a maior ave voadora do mundo, o Condor, e ainda contemplar seu voo bem do nosso lado! 
Em Arequipa existem varias agências que fazem o bate e volta no Vale, trilhas de dois e três dias. Eu escolhi um trekking de dois dias e uma noite, algo entre $150,00 dava uns R$500,00 tudo incluso, comida e hospedagem. Iria adentrar o vale, dormir em um oásis natural no fundo do vale! Apenas eu de brasileiro no grupo. Desci da van, lotado de turistas e cheguei na Cruz del Condor. Um monte de gente tirando fotos. Haviam uns cinco Condores por lá! Logo um começou a voar e as pessoas entraram em êxtase. Pude apreciar o voo do Condor, o rei dos Andes, seus razantes por cima de nossas cabeças, e a profundidade e beleza do Canhão de Colca, me encantei com aquele lugar.
Voltei para a van e logo meu grupo foi para o ponto de partida da trilha. Deixei minha mala no porta malas, peguei apenas minha mochilinha, um par de roupas, blusa de frio e água. Começou a trilha! O sol estava de rachar, nosso grupo tinha umas quinze pessoas. Caminhei bastante, o sol, me fritava, meio dia e eu bem no meio de pedras, adentrando o vale. Depois de algumas horas, chegamos em uma ponte. Uma pausa rápida e eu acabei entrando no rio. O único a entrar. Achei que a água não era tão fria. Me dei mal, afinal a água era congelante e refrescou até demais. Mais uma foto para a coleção, uma no meio daquele vale cheio de pedras e água fria. Por trás de uma foto, uma história, uma lembrança. 
Assista meu video:

Depois de 4 hrs de caminhada chegamos no Jardim de Colca para almoço. A entrada era sopa de quinoa. Depois veio arroz, cebola, abacate e batata frita. Estava uma delícia. Tirando a falta de costume de comer abacate junto com arroz. Tirei um cochilo e logo voltamos a caminhar. Paramos em uma vendinha, comprei gatorade, água, bem caro, a única no caminho. Tinham uns ratinhos e coelhos sendo vendidos e as pessoas compravam para comê-los.



Mais três horas de caminhada e passamos por mais uma ponte, e logo chegamos em um oásis entre aquelas montanhas! Existe algumas pousadas por lá, que lugar incrível. Estava cansado e com fome. Pessoal entrou na piscina, e eu acabei preferindo ir tomar uma puta ducha gelada a céu aberto. Não tinha chuveiro quente. Não tive escolha.

Logo foi servido a janta, só que antes veio a sopa. Não aguentava mais ver sopa. Depois veio o macarrão. Tomei uma pinga por 5 soles para ver se esquentava do frio. Alguns foram dormir e nosso guia resolveu fazer uma fogueira. Cantamos e até ensinei Frédérique, uma francesa que parecia a Nicole Kidman, algumas palavras em português. Estava muito frio e logo fui dormir.
No outro dia cedo acordei atrasado e o grupo todo ficou me esperando. Fomos subir o vale, puta subida, eu cansado, nunca chegava o fim da trilha. Depois de 4 horas chegamos no topo. Teve gente de outro grupo que não aguentou e subiu de mula. A van nos esperava lá em cima. Fomos ao povoado de Chivay. No caminho paramos em alguns mirantes, apreciando os vulcões. Fomos a um igreja, chupei um monte de picolés na porta.
Em seguida fomos às águas termais. Um lugar em que a água tem alto conteúdo de enxofre e ferro que ajuda no tratamento de reumatismo e artrite, vinda diretamente daquelas montanas. Custou 10 soles para entrar. Eu fiquei encabulado de como é possível no meio do nada, entre duas montanhas, existir um monte de piscinas naturais, água quente, chegando a ser mais quente que as águas de Caldas Novas! Alguns, sequer entraram na piscina mais quente por conta do calor insuportável que já estava.
Consegui relaxar e fechar os olhos. Sabe aquela pausa que você pensa em dar quando tudo está tão bom? Então... fechei os olhos, aquele super calor, em uma piscina natural, literalmente "cozinhando os ovos", e agradeci a Deus por me dar o privilégio de estar lá. Curtindo aquela paisagem e aquele lugar lindo. Desfrutando a vida!
Logo meu corpo estava todo mole, e veio aquela vontade de dormir...




Voltamos para a cidade e almoçamos em um restaurante bem caro por sinal. Tinha de tudo, carne de Lhama, de Alpaca, batata frita, pastel, e podia repetir quantas vezes quisesse.









Por aqui nasce a fonte mais distante do rio Amazonas...
No fim da tarde voltei para Arequipa, me despedi das duas francesas, Frédérique e Aurélie, fui ao hostel, peguei meus apetrechos, agora todos limpos, e fui para a rodoviária. Comprei passagem para a mesma noite com destino a cidade de Cusco! Muitas horas de viagem, e o que esperar por lá!!? Imaginando Machu Picchu, as ruínas, o Vale Sagrado...

No próximo episódio, bungee jump, festas, trilhas e muito mais! Até logo!!

terça-feira, 10 de maio de 2016

Arequipa - Peru


Chegando na fronteira entre Bolívia e Peru, o lago Titicaca ainda está ali, do meu lado... passei pela imigração, e por um arco. Pronto, estava no Peru. É noite na cidade de Puno, e como não tinha muito tempo, cortei do meu roteiro conhecer a cidade e as famosas Islas Flotantes. Peguei um ônibus direto para Arequipa, 6 hrs de estrada e durmi no ônibus mesmo.

Arequipa é a 2ª maior cidade do Peru, localizada no sul do país, e fundada a quase 500 anos. Rodeada por três vulcões, sendo o vulcão Misti um dos símbolos dali. A cidade está a 2300 m de altitude e é apelidada de Cidade Branca e Roma da América. Havia um passeio específico por lá que eu queria fazer a muito tempo. Uma passeio chamado Colca Canyon ou Vale do Canhão de Colca, entrando dentro do vale e observar o vôo do Condor.

Cheguei bem cedo na cidade, pedi o taxista para me deixar em um hostel qualquer perto da Praça de Armas, o ponto de maior aglomeração de turistas. Diária entre 40 soles. Tomei um banho bem quente, café da manhã e fui dar um passeio pela cidade. As lojas ainda estavam fechadas, e fui tirar algumas fotos... Logo abriu uma oficina e fui pedir informações sobre os passeios... Tinha um rafting!! Algo entre 80,00 Nuevos Soles. Programei para fazê-lo naquela mesmae! Tambem escolhi um city tour em um ônibus com guia pela parte da manhã. Novamente agenda super lotada!


Assista em:

Aproveitei para fazer um pouco de câmbio, me ferrei, o real estava super desvalorizado, R$1,00 a 0,70 soles. Lá no Peru tudo é mais caro que na Bolívia, além do que a maioria dos passeios é cotado em dólar. Pelo menos, estava realizando um sonho de conhecer mais um pedacinho do mundo... Enquanto não dava o horário do city tour, entrei em algumas lojas. Entrei em uma loja só de antiguidades, adorei, parecia um museu, tinha uma espada de verdade! Peguei-a super pesada, lutei hahahhah, pena que era muito cara. Imagina eu andando por ai com uma espada... até chegar em casa?! Povo já acha que eu sou doido, com uma espada então... Tudo bem que eu ja cheguei com uma lança de índio em casa, mas espada ainda n...

Fui para o city tour. Eu era o mais velho da turma! Foi entrando aquele tanto de menino com 12, 13 anos de idade e logo eu virei o tio deles rrssrrssr. A guia era uma mulher super atenciosa e me deu atenção privilegiada, me contou a história da cidade e paramos para tomar sorvete de leite com canela.








Batata recheada com queijo ... Depois, fomos no mirador Carmen Alto tirar foto dos vulcões. Não tinha tempo suficiente no meu roteiro para fazer um trekking ao cume do El Misti (5.830m), o vulcão sagrado dos Incas porque eram dois dias de trilha e me deu muita vontade e faltava tempo. Conta-se que os três picos eram namorados, porem o Misti preferiu Chachani a Pichu Pichu, e assim, Pichu Pichu chorou tanto que atrás dele existe um lago de águas salgadas.





Fomos a uma loja chamada Incalpaca, tem algumas Lhamas, Vicuña e Alpacas, para quem ainda não conhece. As crianças do grupo adoraram, e atentam os bichos para eles cuspirem na gente. Tudo na loja era caro.

A guia explicou sobre os efeitos da folha de Coca na altitude e umas frutinhas típicas, quem quisesse podia comprar folhas e balinhas de coca. Por fim, fomos andar em uns pangarés em uma fazenda. O cavalo não corria, nem me obedecia, pelo menos deu para contemplar a paisagem. Custou 15 soles.
Voltei para cidade e almocei em um restaurante em frente da praça de armas. Os jogos de azar são liberados por lá e na praça de armas tem alguns cassinos. Aproveitei para conhecer como funciona, joguei um pouco e depois joguei mais ainda. Comprei um monte de fichas e acabaram rápido. Resultado: não ganhei nada, perdi 50 soles. A tarde fui para o rafting, céu estava limpo e o tempo bem bom. No carro fiz um novo amigo! O cachorro do guia foi com a gente!
Logo estava pronto para mais um rafting no rio Chili, o mesmo rio que passa dentro da cidade de Arequipa. O guia, eu, e um casal da Áustria que não lembro mais os nomes. Água congelante, mas logo o frio passou e veio a adrenalina...




Já tinha feito rafting antes em Pucon no Chile e essa foi a segunda vez... O bote só tinha 4 pessoas, e remar não era problema. Durou algo entre uma hora e pouquinho. Havia pedras, e até uma corredeira nível IV. A paisagem era linda, parecia o Vale da Lua da Chapada dos Veadeiros, só que agora remando e com a água fria. Adorei e recomendo!!

Voltei para Arequipa, e adivinha o que comi?? Sabe aquela vontade de comer uma batata frita, um sanduíche que quando você começa a comer já vai ficando arrependido? Pena que não tinha queijo cheddar... não sei porque, mas não tinha. Então, tinha Mc Donald´s e comendo mal do jeito que eu estava, foi uma boa refeição. Voltei para o hostel e mandei lavar praticamente todas minhas roupas, apenas 15 soles, dava R$26,00. Era Halloween na cidade, as pessoas fantasiadas pedindo doce igual nos EUA. Estava tendo show na praça. Logo voltei para o hostel e dormi.

No outro dia cedo a empresa que tinha fechado passeio para o Canhão de Colca me esqueceu para trás! Eles não passaram no meu hostel! Eu ligava lá, e ninguém atendia! Resultado: perdi um dia no meu cronograma. Cedo fui na agência de turismo pegar meu dinheiro de volta, não falo o nome da empresa porque não é minha intenção prejudicar ninguém. A mulher explicou que o motorista tinha realmente me esquecido e me devolveu a grana numa boa. Acabei fechando o passeio com a agência recomendada pelo hostel para não correr riscos de ficar para trás no outro dia, 250 soles. Não tinha nada mais para fazer e fui bater perna na cidade. Entro em uma loja por acaso e tem uma cliente comprando algo. Eu estou de olho em uma flauta. Logo ouço alguém falando um portunhol... e faço amizade. Jackeline, sergipana, estava descendo de Lima até Arequipa, o inverso do que eu estava fazendo e logo ela me passou um monte de dicas.

Voltei para o hostel e durmi. Por acaso, mais tarde almoço com Jackeline que me explicou sobre Lima, sobre a Fonte das Águas, o Vale Sagrado em Cusco, e por ai foi indo... Logo ela foi fazer o city tour, e fui para o hostel.

Mais uma vez, por acaso, era noite e ela ainda está em Arequipa e nos encontramos. Ela estava jantando e eu já havia comido um Mc Donald´s. Acabamos conversando, viramos amigos e fomos na discoteca Hard Fusion, pena estar vazia nesse dia. Conversa vai conversa vem, ainda fomos lanchar na a La Sangucheria, uma franquia de sanduíches Peruanos bem bacana. Logo nos despedimos. No dia seguinte eu tinha outro passeio: trekking no Canhão de Colca!

Assista em: