domingo, 19 de junho de 2016

Machu Picchu - Peru

Acordei 4 hrs da manhã em Águas Calientes no Peru e fui com meu grupo direto para o portão de entrada para a Machu Picchu. Uma caminhada de 20 min, passamos por uma ponte e aguardamos a abertura do parque. Detalhe: não tínhamos lanterna e estava chovendo bastante, pisei em um monte de poça de água, mas a euforia e empolgação estavam a flor da pele. Depois de uma hora de espera, comi por ali mesmo um suco e uma bolacha e me preparei para subir a montanha!
Para quem ainda não conhece, Machu Picchu ou montanha velha, era uma cidade do império Inca construída no seculo XV no topo de uma montanha! Conta-se que ela foi feita para funcionar como um centro de estudos sobre o calendário, , rituais e agricultura. As montanhas eram sagradas por serem os lugares mais próximos do céu, e escondida em uma região montanhosa, cercada por vales e localizada a 2400 m de altitude. 

Machu Picchu é considerada uma das sete maravilhas do mundo e a atração nº 1 do Peru. É um daqueles lugares que merece ser visitado pelo menos uma vez na vida. Como eu queria conhecer aquele lugar! Eu sonhava com minhas férias do banco. Para muitos é a viagem de uma vida! Tudo é muito intenso e é aquele lugar mistico e poderoso.
Para chegar em Machu Picchu uma das opções é ir de trem da cidade de Cusco para o povoado de Águas Calientes, ou de van de Cusco a Ollantaytambo e depois de trem até Águas Calientes. E assim, no outro dia subir a montanha. O preço é bem caro, tipo $150,00 só o trem e a maioria dos passeios é cobrado em dólar. Outra alternativa é fazer a pé a trilha inca, uma caminhada de 4 dias passando por várias ruínas. Os preços são variados nas agências e existem várias rotas, então você consegue barganhar um pouco.

Assista o vídeo em:

Existe a trilha inca que tem que ser reservada alguns meses antecipadamente no site do Governo do Peru. Já a trilha Salkantay não precisa de reserva e a Inka Jungle, entre outros caminhos alternativos. Contratei a agência New Wonders em Cusco, e fiz a trilha Inca Jungle, passando por algumas cidades, fazendo rafting, tirolesa, andando de bicicleta. O ticket para Machu Picchu, a volta de trem para Ollantaytambo e a van para Cusco estavam inclusos no pacote. Depois de muito negociar, com Hebert, o dono da agência, consegui fechar esse pacote de 4 dias por $300,00 no cartão de crédito.
Existe uma montanha dentro do parque chamada Huayna Picchu ou jovem montanha. Para subir é necessário comprar o ingresso pelo site com pelo menos 2 meses de antecedência. De lá consegui uma visão panorâmica de Machu Picchu. Infelizmente não consegui comprar e é limitada a 400 pessoas por dia. Algumas pessoas do meu grupo iriam fazer essa trilha, por isso tive que acordar 4 da manhã e ir para a fila de entrada do parque com eles.

A subida dura entre uma e duas horas, um escadaria enorme. Outra opção é pegar uma van em Águas Calientes pagar $12,00 só para subir. Preferi ir a pé e economizar. O grande problema era que eu estava com dor de barriga... O parque também é limitado a 2500 pessoas por dia, se não me engano.



Assista o vídeo em:

Durante a subida eu passei muito mal e deixei o grupo ir na frente, eu devo ter entrado no mato umas 10 vezes...
Carimbei no Passaporte Machu Picchu e achei o máximo! Espero um dia poder realizar o sonho de conhecer muitas culturas e povos! Entrei no parque mais animado, a barriga melhor... e fui conhecer aquele lugar místico e mágico. Havia muita neblina no inicio da manhã e não era possível ver quase nada... havia muita, muita gente....

Caminhei sobre as pedras, imaginando como era aquela cidade em cima da montanha em seu auge, vi o sol abrindo sobre as montanhas e infiltrei em um grupo para ouvir o que o guia explicava. Passei pelo templo das três janelas, a residencia real, a famosa pedra Intihuatana, que era usada para estudar as estações, o tempo e os dias, logo encontrei meu grupo naquela multidão e fomos tirar mais fotos! Dariam um bom cartão postal.





Depois começamos a subir uma outra trilha na montanha, que seria de um pouco mais de uma hora, e nos primeiros 15 min voltei a sentir muito calafrio e muita fraqueza, acabei descendo e ficando só nas fotos por ali mesmo. Depois de um tempo desci para Águas Calientes, arrumei minhas coisas e peguei o trem para Ollantaytambo e depois uma van para Cusco. Peguei o resto de minhas coisas no hostel, comprei passagem de ônibus para a cidade de Ica para a mesma noite e eu ainda estava passando mal... Mas, no próximo capitulo eu conto..

Ficou gravado na memória a magia daquele lugar e a grandeza da cultura dos Incas. Ficou aquela sensação de mais uma realização pessoal cumprida. Desfrutar dessas pequenas conquistas me faz viver cada momento de forma intensa. Conhecer novas culturas, descobrir novas formas de ver as coisas é surpreendente. Viajar é viver!


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domingo, 5 de junho de 2016

Trilha Inca Jungle - Peru

A trilha Inca Jungle é um caminho que sai de Cusco e passa por algumas cidades até chegar em Machu Picchu. É um caminho alternativo para quem não fez reserva para fazer o caminho inca. O legal dessa trilha é que ela está disponível em quase todas as agências e no percurso você vai andar de bicicleta, rafting e arvorismo, além de muita caminha. Adaptei meu roteiro para fazer esse passeio em três dias e duas noites de aventura.
Comi em uma daquelas banquinhas no meio da calçada, um ovo cozido, batatas e leite com uma planta que não sei o que era, por 5 soles. Deixei minhas coisas no hostel e levei uma roupa extra, toalha, a roupa de pedalar, capa de chuva, blusa de frio, barra de proteína, carboidrato em gel, bolachas, papel higiênico e sabonete. A van me buscou e novamente só havia eu de brasileiro no grupo.


Assista meu vídeo:

Chegamos em Abra Málaga a mais de 4000 metros, coloquei os equipamentos de proteção e peguei uma bicicleta. São 45 km de descida, bem parecido com a Estrada da Morte na Bolívia, porém tudo asfaltado. Na metade do caminho começou a chover e deu mais emoção, descer ladeira abaixo na chuva. Adorei. O trajeto inicia em cima de uma montanha e vai descendo por muitas horas até a cidade de Santa Maria. 

Lá almoçamos e a tarde fomos fazer o rafting. Foi umas duas horas descendo um rio bem largo, a água não estava fria, e os guias as vezes empurravam alguém na água, trocando a gente de bote. Fizemos uma parada e cada pessoa do grupo saltava do bote no rio.

Chegamos no hostel em Santa Maria umas sete da noite. No dia seguinte, o grupo antigo iria fazer o percurso a pé de Santa Maria para Santa Tereza e eu optei por pular esse parte por falta de tempo. Uma pena pois não fiz essa trilha, não conheci as águas termais e me arrependi. Em vez de dormir em Santa Maria, me despedi e troquei de grupo, indo de táxi direto para a cidade de Santa Tereza me juntar ao grupo que estava um dia na frente.
Ao chegar em Santa Tereza o guia me aguardava, tomei banho e fui jantar com meu novo grupo. Tinha um casal de Tailandeses, Pearl e Water, um americano e duas inglesas, Charli e Nicola. Me receberam super bem. Logo após a janta o guia ofereceu a bebida Inca Tequila para a gente tomar. É parecido com a pinga da cana-de-açúcar, só que é feito de uva. Comecei a ficar tonto...
Essa bebida é bem forte, virei umas três e fomos parar em uma boate nesse povoado. Lá tinha uns poli dances, e um pessoal nativo, poucos estrangeiros. Pedimos uma jarra de vodka com suco de laranja, custou 50 soles. Logo veio a segunda jarra... e fui ficando mais bêbado...

Rolou até um stripper lá... Eu! Subi no sofá e já sem blusa... fiquei de cueca. As inglesas adoraram e começaram a rir e tirar foto... Logo eu voltei em sã consciência e vesti a roupa... Bem engraçado, daí o pessoal deu sequência e cada hora um subia no sofá... Voltamos para o hostel tropeçando e no outro dia aquela ressaca de leve. Ninguém passou mal até então.

O café da manhã foi reforçado, com panquecas, leite, ovos e frutas. Fomos fazer trilha, três horas de tirolesas e arvorismo com destino a Águas Calientes. Foi a parte que eu mais gostei, um monte de tirolesas, bem altas, atravessando de um lado para o outro da montanha! Pessoal bem aventureiro. O trecho mais alto tinha 150 metros de altura e com uma distância de 400 metros de um lado para o outro!



Seguimos para a Hidroelétrica na trilha do trem e paramos para almoçar. Chegando lá, comecei a passar mal, e não consegui comer nada. Aqui começou o terror durante minha viagem. Comecei a passar muito mal. Sentia calafrios e muita dor de barriga. Enquanto meu grupo almoçava eu não saia do banheiro...

Logo voltamos a caminhar até chegar em Águas Calientes. Estava no meio do mato, parecia uma selva, e tinha muito turista fazendo essa trilha durante a tarde toda. Chovia e mesmo assim fazia calor. Bem abafado. Os calafrios não paravam, e tive que entrar no mato umas três vezes. Comecei a sentir uma forte dor de barriga...

Assista meu vídeo:


Não chegava nunca na cidade, deixei meu grupo ir na frente e fui sozinho meditando, rezando para as dores de barriga passar. Bebi muita água e não parava de entrar no mato... a sorte era que eu tinha um papel higiênico na mochila...





Cheguei em Águas Calientes também chamada de Machu Picchu Pueblo, uma cidade as margens do rio Urubamba e conhecida por ser a última parada antes da cidade inca de Machu Picchu. Consegui comer uma batata frita. Que caminhada longa para mim... fui para o hostel, tomei um banho, as dores de barriga diminuíram e assim consegui dormi. Acho que foi alguma coisa que comi no cafe da manhã ou a bebida do dia anterior... não sei. Somente eu passei mal do grupo. E a infecção intestinal durou por mais 6 dias...



De noite, me juntei ao grupo, jantamos, o guia passou as instruções dizendo a hora teríamos que levantar para conhecer Machu Picchu na manhã seguinte. Até a próxima em Machu Picchu!

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sábado, 4 de junho de 2016

Vale Sagrado - Pisac, Ollantaytambo, Chichero, Moray, Maras, Sacsahuman, Kenko, Tamomachay - Peru

Acordei cedinho, tomei café da manha, muito pão, café com leite, barra de cereal, barra de proteína, castanha de caju. Entupi a mochila com bastante comida, água para o dia todo. Logo Hebert, um boliviano que vive em Cusco e dono da agência New Wonders, foi me buscar no hostel e deixar com o grupo que faria o passeio durante o dia pelo Vale Sagrado dos Incas.

O Vale Sagrado é uma região do Peru conhecida no mundo inteiro pela quantidade de sítios arqueológicos e ruínas da cultura Inca, abrange vários rios que descem para pequenos vales. O melhor milho do Peru vem dessa região.

Assista meu vídeo em:
Havia bastante gente, muitas excursões de turismo por lá. Fui em uma feirinha com o grupo, e pude tirar mais fotos com uma Lhama. Já da para montar um álbum de coleção só com esses animais! Cheguei em Pisac, um povoado onde existe um sítio arqueológico bem legal. Os guias explicavam tudo, pude observar o Intiwatana ou relógio solar, os canais de água e construções da nobreza inca. Me senti em um castelo do senhor dos anéis, em uma daquelas fortalezas de pedra, pronto para uma batalha! Achei o máximo! Tirei foto o tempo inteiro.
Paramos em um povoado chamado Urubamba para almoçar a comida tipica da região, ceviche, salada, e em seguida fui conhecer a fortaleza de Ollantaytambo. Uma lugar enorme, uma fortaleza feita no alto na lateral da montanha. A única cidade da era inca ainda habitada. Com canais de água do período incaico.
Uma fortaleza de um lado e do outro lado um povoado. Achei o máximo andar nas ruínas, imaginando como foi o auge dessa cultura. Interessante que algumas das rochas utilizadas na construção da fortaleza só são encontradas muito longe dali. Não é incrível!?

Assista meu vídeo em:

Segui para o povoado de Chinchero, vi as artesãs fazerem uma demonstração de como é tingido os tecidos, usando substâncias nativas da região, bem legal. Os espanhóis aproveitaram as construções incas para servir de base para suas casas. Conheci também a igreja da Virgem da Natividade de Chinchero, construída sobre fundações inca. Percebe-se que existe uma mistura da cultura dos incas com o catolicismo com a chegada dos espanhóis, pode-se observar pelas gravuras incas na arquitetura das igrejas.
Voltei para Cusco de noite e acabei trocando de hostel. Apesar de estar um pouco cansado, fui para o Wild Rover, um hostel que tem um pub bem badalado, que custou algo entre 30 soles a diária. Tomei um banho, e fui para o bar do hostel, beber e jantar. Só eu de brasileiro, fiz algumas amizades, conversei um pouco de portunhol e pelejei no inglês. Tinha gente do mundo inteiro. Joguei sinuca e logo o povo começou a ficar bêbado. 
Contando assim parece coisa de filme e de cinema. Só quem for lá para me entender... Logo engatei no Sex on the Beach, eu e o povo começou a ficar tudo bêbado. As funcionárias viravam garrafas de bebida na minha boca, acho que era run, sei lá. Depois as pessoas começaram a subir nas mesas, pintaram meu rosto e a festa começou. Tinha um até fazendo barra lá no bar. Essas festas no hostel existe todos os dias. Uma cena do American Pie!
De madrugada expulsaram a gente. Desligou-se o som, a galera inclusive eu, foi do hostel direto para uma van e parar uma boate, The Temple. Os hospedes ganham entrada free para essa boate, e a balada foi ate de manhã. 

Fui comer um sanduíche com uma peruana lá que eu nem lembro mais o nome ja amanhecendo. Lá vai eu... bêbado, andando nas ruas de Cusco, o sol raiando e eu tentando achar o hostel, perguntando pro povo onde que era o Wild Rover. 

Tomei um banho, e tinha passeio para o restante do Vale Sagrado. Fui para o local de partida do grupo em uma praça no centro de Cusco e tomei café da manhã no ônibus. 

Segui ressaqueado para as ruínas de Moray, um dos lugares mais interessantes que achei, cheio de terraços, tudo em círculo por lá. Aqui os incas testavam sementes e o solo, havia inúmeras qualidades de batatas plantadas em microclimas diferentes. Os incas consideravam essa área o umbigo do mundo, lá tem uma vibe muito louca. Parecia um local de pouso de extraterrestres rsrsrsrssr.

De lá seguimos para as Salinas de Maras, uma lugar onde o povo peruano passou a produzir sal, tudo bem primitivo e artesanal, através da água salgada que vem de uma montanha próxima, represando a água e fabricando sal em Maras. Custou uns 10 soles a entrada. Entro e vejo um terraço na beira de uma montanha, cheia de quadradinhos com água e sal. Cada poço produz 300 kg de sal por mês e eu pude passear entre um poço e outro!
Levei quase 10 kg de sal pra casa, por 15 soles, sal rosa, sal com coca, sal com um monte de tempero diferente que aqui no Brasil é bastante caro. Voltei para Cusco e como havia combinado previamente com Hebert dono da New Wonders, consegui encaixar outro passeio em seguida, não deu tempo de fazer nada, só trocar de ônibus, e ir com outro grupo para outro sítio!
Ruínas de Sacsahuman era uma fortaleza inca com pedras enormes. É possível ver apenas 20% do que era a fortaleza, e ninguém sabe como essas pedras foram cortadas e transportadas para lá. Acredita-se que mais de 20.000 homens trabalharam na construção e demorou mais de 100 anos para ficar pronta. Encontrei dois paulistas por lá. Em junho existe uma festa ao deus sol, e fica lotado de gente fantasiada dentro dessa fortaleza.

Fomos para outro centro arqueológico rapidamente, Kenko, um labirinto entre as pedras e galerias subterrâneas. Era um local de rituais, talvez de sacrifício ou adoração, ou uma tumba.

Seguimos para Tamomachay, um sitio arqueológico destinado ao culto da água, conhecido como "banhos dos incas". Uma série de aquedutos e cascatas que fluem até hoje por ali. Engraçado que a tecnologia usada era tamanha que as piscinas não transbordam pois independente do volume de água, sempre cai o mesmo tanto de água.

Estava anoitecendo... bastante cansado... eu ali... em uma ruína inca... meditando sobre a vida... desfrutando de um lugar maravilhoso, uma paisagem fenomenal, apreciando o por do sol. Tudo lindo por la. 

Voltei para Cusco refletindo no tanto de lugares maravilhosos que existe por ali. Que cultura incrível e desenvolvida eram incas, foi um passeio fenomenal. 







Voltei para Cusco, comi um Mc Donalds, fui na agência do Hebert e fechei o pacote para Machu Picchu por $300,00, para o dia seguinte. Um passeio de 4 dias, indicado pelo meu amigo Curu que já havia feito e recomendado. Um passeio passando por várias cidades, fazendo rafting, tirolesa, bicicleta, e muita trilha!! Tudo isso com destino a um dos lugares mais misteriosos da humanidade: Machu Picchu! Até a próxima!
Assista meu vídeo em: